quarta-feira, 30 de outubro de 2013

Desafio de lógica: A data da cena

(É brincando que muitas aprendizagens acontecem....)

A cena é de uma cidade bem pequenina...
Observe atentamente, e verifique se consegue responder qual: a hora, o dia e o mês da cena...
E se souber escreva aí: qual o nome do filme que o cinema irá apresentar naquele dia

Dica: A barbearia está fechada....


Resposta: 

    O horário no relógio poderia ser 8:10 ou 20:10, mas se a barbearia já está fechada é sinal que já é noite.
   O bazar está aberto e ele não abre em Domingos e Segundas, então eliminando hipóteses, o filme que inicia com O CA, só pode ser “ O  Caso da Mala Preta”.
Então: Horário: 20:10
          Dia: Quinta feira
          Mês: Fevereiro
                  Pois o homem do bazar informa que no dia 4 do mês seguinte irá fechar a loja, para comemorar o seu aniversário. Como o bazar fecha em domingo e segunda , dia 4 não pode ser em nenhum desses dias. Então pressupõe-se que a cena se passa num dia 24 e é uma quinta-feira(devido ao filme). Só sobra a opção de ser o mês de fevereiro (pois tem 28 dias), pois se fosse um mês de 30 ou 31 dias, o dia 4 do mês seguinte cairia num domingo ou numa segunda.
Na dúvida pegue um calendário e verifique se faz sentido....

terça-feira, 29 de outubro de 2013

Quantos números 4 aparecem na imagem?

Essa imagem aí está repleta de números, mas em especial o número 4 é o que fará com que seus olhos fiquem mais atentos para a busca....


E tive que procurar igual a todo mundo...claro, tive a oportunidade de aumentar o zoom da imagem...rsrs....e não é que encontrei algumas pessoas escondidas neste cenário...
Confere aí se conseguiu achar os treze números 4....


segunda-feira, 28 de outubro de 2013

Neurônios: as misteriosas borboletas da alma


Há cem anos, Santiago Ramón y Cajal, anatomista espanhol, teve a ideia de preparar cortes microscópicos de tecido cerebral e mergulhá-los numa solução de sais de prata para corá-los. Os sais impregnaram todas as células de um determinado tipo, deixando as outras sem coloração. No microscópio, ele notou que o cérebro era povoado por células dotadas de um corpo central de onde partiam ramificações que estabeleciam incontáveis conexões umas com as outras. Pareciam aranhas de múltiplas formas conectadas por infinitos tentáculos.

Cajal chamou-as de neurônios e as descreveu como células capazes de receber sinais através de suas ramificações (os dendritos) e transmiti-los por extensões não ramificadas (os axônios). A essa propriedade de captar impulsos nervosos pelos dendritos e transmiti-los pelos axônios para os neurônios seguintes, Cajal deu o nome de polaridade.

Esse princípio, segundo o qual a informação flui do dendrito para o axônio, embora tenha encontrado exceções no futuro, foi crucial para o surgimento da Neurociência: permitiu ligar estrutura à função. A enunciação do princípio da polaridade abriu caminho para as tentativas de entender os circuitos que os neurônios formam no interior do tecido nervoso.

No microscópio, Cajal, observou que os corpos centrais dos neurônios e as ramificações que deles partiam apresentavam, além da extrema diversidade de forma, diferenças significantes de tamanho. Algumas células tinham prolongamentos curtos que se comunicavam com vizinhas próximas, enquanto outras enviavam seus tentáculos para regiões cerebrais distantes e até para a medula espinal.

A respeito dos neurônios ele escreveu: “são as misteriosas borboletas da alma, cujo bater de asas poderá algum dia - quem sabe? - esclarecer os segredos da vida mental”.

Estava enunciada a teoria neuronal. Graças a ela, Cajal ganhou o prêmio Nobel de Medicina e o título inconteste de pai da Neurociência moderna.

Fonte: http://www.drauziovarella.com.br

Quantos quadrados há na imagem?

Observe a imagem e verifique quantos quadrados há...


Encontrei os que estão marcados abaixo, mas se souber de mais algum é só me falar...




Crianças zumbis

      É possível o descaso com outro ser humano transformá-lo em um “morto-vivo”? Onde a falta de afetividade nos primeiros anos de vida apresentem comprometimento na fala, na expressão facial, no controle emocional? Quem nos ensina a amar? Falar? Nos relacionar?


      Na ditadura de Nicolai Chauchescu, derrubada em 1989, 60 crianças carentes da Romênia, que passaram suas infâncias em abrigos e que não foram expostas a praticamente nenhum estímulo cognitivo ou vínculo afetivo, tiveram suas vidas completamente desestruturadas.  Eram apenas alimentados e limpas,  não sorriam e não choravam. Se recusavam a brincar. Elas basicamente não reagiam, nem em expressões faciais, a nada.
      O desenvolvimento linguístico ficou comprometido, sendo que muitas nem chegaram a falar. Do ponto de vista emocional, não tinham autocontrole: rapidamente explodiam em acessos de raiva. As pessoas que conheceram o local, as descreviam como "fantasmas" e "crianças-zumbi".
       Os choques vividos pelos pequenos acarretaram graves resultados negativos. As crianças romenas que viveram sem estímulo e sem afeto, apresentaram uma baixa de 30 pontos de QI (Quociente de Inteligência), em comparação outras que cresceram sob os cuidados dos pais.
        O professor Charles Nelson, professor de Pediatria e Neurociência da Escola de Medicina de Harvard, no II Simpósio Internacional de Desenvolvimento da Primeira Infância, mencionou  que as vivências negativas não ficam registradas apenas no psiquismo da pessoa, mas podem ser percebidas na própria arquitetura do cérebro.  Ele constatou que os estímulos vivenciados pela criança nos primeiros anos de vida ficam registrados fisicamente e afetam diretamente no amadurecimento delas. Os exames cerebrais de ressonância magnética mostraram que as crianças que moravam em instituições degradadas na Romênia desenvolveram volume menor de massa cinzenta e volume de substância branca no córtex cerebral do que as crianças que cresceram entre suas famílias.
     A afetividade constitui-se como  parte importante de todo o desenvolvimento estrutural e psicológico do ser humano.  As impressões registradas no inconsciente, pela presença ou ausência das relações afetivas entre pais e filhos, ou mesmo por quem faz o papel de cuidador da  criança, podem causar graves transtornos afetivos e emocionais.
     A interação social exerce grande influência na constituição da nossa personalidade nos primeiros anos de vida, considerando que aquilo que acontece ao indivíduo neste período irá refletir-se na adolescência e na fase adulta.
    Segundo Palmini (2012),  “Aquilo que acontece na infância mexe na genética e pode marcar para o resto da vida. O mundo de cada indivíduo molda seu desenvolvimento cerebral. Como cada um tem experiências diferentes, as trocas que a gente tem com o mundo, vai fazendo com que cada um de nós tenhamos “avenidas” mais fortificadas. É como se  cada indivíduo além de ter uma impressão digital, tem uma impressão cerebral.

Fontes:

domingo, 27 de outubro de 2013

Neurociência no Contexto Histórico

       A Neurociência é um campo novo, entretanto, possui influências de longas datas históricas; pautada em estudos científicos e não científicos que são descritas desde a filosofia grega até os modernos exames de imagens atuais. Perguntas tais como: "onde está a mente?" e "como a mente interage com o corpo" deram vazão a muitas pesquisas que constituíram alicerces importantes do que hoje se entende por neurociência, entre os quais podem ser destacados os seguintes fatos:


Período Neolítico:

Trepanações cerebrais para expulsar os demônios do corpo. Era utilizado um trépano (uma ferramenta de pedra) para cortar fora uma seção do crânio da pessoa, supostamente para fazer sair do corpo os espíritos malignos que causavam transtorno.

Grécia:
Surgem as perguntas mais sistematizadas sobre onde está a mente e como ela interage com o corpo.
Demócrito (460 – 370 AC)  e Hipócrates sugerem que a mente está no cérebro e que os nervos são ocos. Essas intuições filosóficas foram baseadas na instrumentação clínica, pois à época, não se dissecava os cadáveres.
- Hipócrates (460 – 379 AC) acreditava que o cérebro estava envolvido com as sensações e que era a sede da inteligência.
- Aristóteles (384 – 322 AC) propôs que o coração era a sede da inteligência e o cérebro, uma espécie de radiador responsável pelo resfriamento do sangue. Pelo coração ter alterações durante eventos emocionais, só podia ser nele a origem da mente. Ele tinha essa ideia por observação, pois uma pessoa com uma emoção forte fica com o coração acelerado, por exemplo. Disso ele fez a associação inversa de causa e efeito. Essa constatação Aristotélica tem heranças até hoje. Por exemplo, quando falamos que decoramos um texto de cor, significa que decoramos o texto de coração, situando a memória também no coração e não no cérebro.

Idade Média
Galeno pela primeira vez refuta o que diz Aristóteles a partir da dissecação de animais. Na época, o animal que ele tinha como escolha era o Boi. Galeno (130 – 200 DC) aceitou as idéias de Hipócrates
- sugeriu que o cérebro fosse responsável pelas sensações e o cerebelo pelo controle dos músculos;
Galeno associou a imaginação, a inteligência e a memória com a substância cerebral, atribuindo ao cérebro o papel fundamental de sede de todas as faculdades mentais.

Raio X:
Poucos acontecimentos na história da ciência provocaram impacto tão forte quanto a descoberta dos raios X, por Wilhelm Konrad Roentgen, professor de física na Universidade de Würzburg. A 22 de dezembro de 1895, Roentgen obteve a primeira chapa radiográfica da história: a mão de sua mulher.

Tomografia Computadorizada:
Em 1972, a primeira máquina de tomografia é criada, que é um método de imagem que utiliza raios-x para captação de imagens de estruturas crânio-encefálicas.
Em vários congressos, a palavra Neurociência começa a surgir.

Tomografia Computadorizada por Emissão de Pósitrons:
Em 1973, o primeiro PET, porém, devido o alto preço, seu uso ficou limitado até 1990. Também conhecida pela sigla PET, é um exame imagiológico da medicina nuclear que utiliza radionuclídeos que emitem um positrão no momento da sua desintegração, o qual é detectado para formar as imagens do exame.. A PET é um método de obter imagens que informam acerca do estado funcional dos órgãos e não tanto do seu estado morfológico como as técnicas da radiologia propriamente dita. A PET pode gerar imagens em 3D ou imagens de "fatia" semelhantes à tomografia computorizada.

Década do cérebro:
Em 1990, Bush declara que estamos, oficialmente, na década do cérebro. A partir daí vários projetos de pesquisa iniciaram-se com o objetivo de mapear o cérebro, pois a pesquisa e o interesse em neurociências tem crescido em resposta à necessidade de, não somente entender os processos neuropsicobiológicos normais, mas também ajudar àqueles que sofrem de distúrbios neurológicos.

Projeto Conectoma:
Termo criado em 2005, por Olaf Sporns, professor da Universidade de Indiana – USA. Trata-se das pesquisas científicas realizadas na tentativa de se mapear a rede neural (o conjunto das ligações entre os neurônios) do cérebro.
A Neurociência busca compreender o funcionamento do sistema nervoso, integrando suas diversas funções (movimento, sensação, emoção, pensamento etc).
Compreender como o sistema nervoso - e em particular o córtex cerebral – funciona é um importante passo para aperfeiçoarmos suas diversas funções, intervindo de forma eficaz no processo de aprendizagem.

           De modo mais agradável, segue o vídeo elaborado pelo Dr Renato Sabbatini retratando toda a história inicial da Neurociência...




Fontes consultadas:
TABACOW, Luiz Samuel. Contribuições da Neurociência Cognitiva para a formação de Professores e pedagogos. Campinas; PUC, 2006.
GAZZANINGA. Neurociência Cognitiva. Porto Alegre: Artmed, 2006.

A Pirâmide do Aprendizado

     Pesquisando pela web, encontrei esta imagem aqui retratando um post que já havia feito em outra ocasião. Então, pensando no contexto da educação dá pra entender que somente com aula expositiva não faz com que o aluno se aproprie do saber. É preciso muito mais, tem que haver a interação com o objeto de estudo, o corpo precisa se fazer mais presente na sala de aula e não somente o cérebro. O conteúdo precisa ter emoção, significação para o educando...


sábado, 26 de outubro de 2013

Ritalina: Aliada ou inimiga?

O psicólogo Thales Vianna Coutinho, autor do TVCChannelNews e do livro Impresssionantes - a ciência da primeira impressão
traz neste vídeo (pautado em evidências científicas) uma abordagem  muito importante sobre a questão da Ritalina. Existem muitos comentários sobre o TDAH e a questão da medicalização usada para tal transtorno, entretanto cabe ressaltar que se trata sim de uma patologia e necessita de tratamento adequado.
    Enfatizando as palavras proferidas pelo psicólogo e para aqueles que tiverem mais interesse sobre o assunto indico a leitura do texto O TDAH sem preconceito - mitos e verdades sobre o transtorno de atenção e hiperatividade.

quinta-feira, 24 de outubro de 2013

Jogo dos 7 erros - aprendizagens implícitas

      Durante atividades simples como diferenciar erros entre uma imagem e outra, várias áreas cerebrais  são ativadas. As funções cognitivas estão envolvidas neste tipo de atividade, popularmente conhecidas como jogo dos 7 erros, sendo que apesar de parecer algo tão simples, o indivíduo ao realizar este tipo de exercício realiza várias aprendizagens implícitas.  Por exemplo:

1) Para identificar os objetos que você vê: você faz uso de seu lóbulo occipital (em vermelho).

2) Para analisar as relações espaciais entre os objetos que você vê: isso envolve seu occipital e lobo parietal (em verde).

3) Para lembrar que você vê numa imagem e compará-lo com o que você vê na outra, você tem que usar sua memória de curto prazo: envolvendo seu frontal (em azul) e lobo parietal.

4) Para anotar os locais onde você vê a diferença: envolve principalmente o lobo frontal localizado na parte da frente do cérebro (testa), onde o planejamento de ações e movimento, bem como o pensamento abstrato. Nele estão incluídos o córtex motor e o córtex pré-frontal.


Muito bem, passando da  teoria à prática...Quantas diferenças você pode achar, e quais?


quarta-feira, 23 de outubro de 2013

Vias neurais e aprendizagem

         
        O cérebro é composto de células chamadas neurônios que apresentam terminações nervosas: as sinapses e os dendritos. Essas terminações nervosas liberam estímulos químicos e elétricos que se comunicam uns com os outros. Esta comunicação constitui caminhos neurais no cérebro e é a base para o funcionamento do mesmo. 
      Quando aprendemos algo, “o caminho é fraco”. Por exemplo,  se aprendemos um conteúdo novo, ele somente será “consolidado” em nosso cérebro na medida em que o usarmos habitualmente, criando assim vias neurais que serão os caminhos bastante utilizados.
           Pense em quando você aprendeu a andar de bicicleta. Tinha que treinar a atenção para ficar equilibrado, além de manter os olhos na estrada, segurar o guidão e visualizar a direção desejada. Com a prática, suas vias neurais automatizam estes mecanismos a ponto de conseguir executá-los sem a necessidade de fixar sua atenção em cada passo a ser realizado. Então, quanto mais você pratica, mais fortalece os caminhos do cérebro proporcionando sentimentos de confiança e certeza na sua experiência com a bicicleta. Sendo assim, nas próximas vezes que você executa tal atividade, a fará sem pensar, ou seja, estará operando em automático.
      Pensando nesta perspectiva, poderíamos dizer que: quanto mais utilizarmos pensamentos saudáveis e positivos, mais reforçamos nossas vias neurais destes padrões de pensamentos. Bem como, se a pessoas se mostram inúmeras vezes irritada, impaciente será estas as vias neurais que mais estão sendo estimuladas.

         "Como um único passo não vai fazer um caminho sobre a Terra, um único pensamento não vai fazer uma caminho na mente. Para fazer um caminho físico profundo, caminhamos novamente e novamente. Para fazer um vínculo mental profundo, devemos pensar mais e mais o tipo de pensamentos que desejamos dominar nas nossas vidas. " Thoreau

domingo, 20 de outubro de 2013

Abordagens da Neuroeducação

  



  O cérebro humano sempre foi e é objeto de estudo de todos nós, porém na atualidade as pesquisas reveladas pelas neurociências tem tido grande repercussão  nos mais diversos setores voltados ao estudo do desenvolvimento humano. Dessa forma, a educação, mostra grande interesse em saber como estes estudos podem trazer benefícios para o ensino-aprendizagem.
    A Neurociência está cada vez mais presente na sala de aula. Ou, mais precisamente, a nossa compreensão de como o cérebro se desenvolve e de que forma isso muda a nossa forma de ensinar. Sendo assim, a terminologia “neuroeducação” traz consigo cada vez mais esta proximidade entre a neurociência e a educação.
    Estamos ouvindo muito sobre neuroeducação, e com certeza os currículos, futuramente,  serão baseados não apenas em assuntos de ensino, mas em como preparar o cérebro para aprender .
     Se pensarmos o cérebro como uma árvore com galhos, a neuroeducação é o processo de adicionar mais ramificações. E se o cérebro tem mais ramificações, uma criança pode aprender mais rápido. Esta "religação" ou “ramificação” é baseada em algo chamado neuroplasticidade.
     Outra questão abordada sobre nossa compreensão do cérebro está levando a notáveis ​​insights sobre como as memórias são formadas e como acessar essas memórias. Essas ideias estão levando a novas abordagens para ajudar as crianças a estudar. Por exemplo, verifica-se que a repetição é importante, mas que o cérebro responde a um " efeito de espaçamento”. Ou seja, não adianta ficarmos estudando horas a fio para uma prova, é preciso ter disciplina e estudar diariamente, durante um certo período.
      Uma das descobertas mais pronunciadas da neurociência é o impacto da aprendizagem da música na função cognitiva. A ideia se tornou popular quando foi chamado de "Efeito Mozart", mas verifica-se que ouvir música não é suficiente. A neurociência mostrou que aprender a tocar um instrumento ou aprender sobre as notas, ritmo e música pode ter um impacto dramático sobre como o cérebro se desenvolve. O avanço está na compreensão de que o cérebro tem a capacidade de criar novas conexões através da  música, e o impacto dessas conexões proporciona um aumento de QI, memória e atenção.

Maria Eduarda Dieter - aluna do Colégio Sinodal da Paz
      Semelhante a música, aprender uma segunda língua tem um impacto direto sobre a forma como o cérebro se desenvolve e cresce. Uma criança que aprendeu a língua materna e uma outra terá melhor desempenho  que uma criança que só fala a língua materna.
      As aulas de educação física apresentam função importante dentro do contexto escolar, pois através de exames de neuroimagens podemos verificar o quanto o cérebro se mantém ativo durante estas atividades.
      O que uma criança faz na escola caminha lado a lado com o que acontece em sua casa. A escola, certamente, tem procurado da melhor forma possível, integrar as descobertas da neurociência no currículo, porém o sucesso disso tudo  só será plenamente realizado quando os pais desempenharem  um papel  na consolidação deste desenvolvimento.

Como melhorar sua memória

Texto disponível em http://www.einstein.br



Cada informação recebida realiza uma conexão entre as células cerebrais, modificando o cérebro fisicamente e criando um traço de memória. Quando o indivíduo precisa se lembrar de algo, em frações de segundo ele refaz todo o rastro deixado. Normalmente, quanto mais o cérebro repetir este caminho, com mais facilidade se lembrará dele e alcançará a informação guardada.

Tipos de memória

Memória de trabalho

Aquela utilizada para coisas rápidas, que provavelmente não serão necessárias novamente. EX.: um número de telefone memorizado pelo tempo suficiente de discar e jogar fora.

Memória declarativa

Aquela que entendemos como autobiográfica, das histórias que aconteceram com cada um de nós. Está mais relacionada a fatos. Por exemplo: “lembro que há um ano aconteceu o tsunami no Japão”.

Memória não declarativa

É a memória de atos, como o de andar de bicicleta ou de amarrar os sapatos. Não sabemos exatamente como aconteceu, mas memorizamos o movimento. Geralmente está relacionada à repetição.

Em geral, os tipos de memória trabalham paralelamente. Se você não se lembra da sensação de aprender a andar de bicicleta, mas se lembra de que, no dia, você caiu e foi ajudado por alguém, está utilizando, na verdade, a memória declarativa, e não somente a memória não declarativa.

Problemas de memória

Quando uma pessoa reclama de problemas de memória, basicamente é um problema das memórias de trabalho e declarativa.

Somente num estágio avançado da doença de Alzheimer, por exemplo, é que uma pessoa perde a memória não declarativa.

Além da doença de Alzheimer, outros problemas relacionados à perda de memória são a degeneração e a morte neuronal das áreas do cérebro responsáveis por ela (geralmente a região das têmporas).

Por que os idosos se queixam de perda de memória?

Nem sempre uma pessoa com envelhecimento normal tem perda de memória. O que a idade geralmente traz é uma lentidão para acessar as informações que continuam, sim, guardadas no cérebro.

“Um idoso pode guardar as mesmas coisas que um jovem, mas demorará mais tempo para consolidar e para evocar essa informação”, explica o neurologista do Einstein, Dr. Ivan Okamoto.

De acordo com o médico, além da lentidão, a própria preocupação de que pode perder a memória por causa da idade pode gerar esquecimentos. Medicamentos (para dormir, anticonvulsivantes, emagrecedores) também podem diminuir a capacidade de retenção de informação.

Nos idosos, a depressão, o desânimo e a apatia, que são comuns e que fazem com que eles fiquem pensando fixamente sobre poucos assuntos, podem fazer com que prestem menos atenção em outras informações.

Como cuidar da memória?

Para cuidar da memória, o ideal é otimizar a memória de trabalho e a memória declarativa. Mas como fazê-lo? Confira algumas dicas:

- Atividade física é a mais importante. Muitas pesquisas com grande número de pessoas apontam que pessoas que fazem atividade aeróbica por meia hora, três vezes por semana, têm menos chance de ter declínio ou perda cognitiva. O exercício físico funciona não somente por ajudar na prevenção de problemas cardiovasculares, mas também por liberar substâncias benéficas ao cérebro e que têm efeito de neuroproteção, como as endorfinas.
- Evite problemas cardiovasculares (com controle de diabetes, colesterol e outros fatores de risco). Eles podem causar, por falta de circulação, pequenas lesões cerebrais, principalmente em áreas mais responsáveis pela memória, que são bastante irrigadas.
Eliminação e controle da depressão são importantes por duas razões: a doença causa falta de atenção e os medicamentos para tratá-la podem trazer efeitos colaterais como os descritos anteriormente.
- Melhora da qualidade do sono. Primeiro porque durante o sono reparador é que consolidamos as nossas memórias. Depois, porque uma pessoa cansada fica mais desatenta e a atenção é uma das primeiras etapas da memória.
- Evite álcool e drogas (principalmente maconha), que são depressores do sistema nervoso central e diminuem a capacidade de reter informações.
- Alimentação, sempre balanceada! Porque previne fatores de risco cardiovasculares.
Mantenha o cérebro ocupado e funcionando. Na aposentadoria, por exemplo, diminua o trabalho, mas mantenha-se em contato com a sua atividade profissional. Senão, ocupe o cérebro de outras formas. O importante é não parar abruptamente.
- Mantenha as relações sociais e familiares, que ajudam a manter o equilíbrio emocional, muito importante para todos os tipos de memória.

Quando procurar um médico?

Quando essas queixas de esquecimento estiverem interferindo no dia a dia do indivíduo.


Uma dona de casa que sempre cozinhou e que passa a esquecer a panela no fogo ou a salgar a comida duas vezes, por exemplo, deve ficar atenta. Um senhor metódico, que sempre pagou as contas em dia, e que passa a pagar multa por esquecer as datas de pagamento, também. Neste caso, a atenção ao próprio cotidiano é que deixará clara a necessidade de buscar uma opinião médica.

sexta-feira, 18 de outubro de 2013

Gestão Emocional Prática

       
http://bit.ly/1cofl6v

       Almejamos por melhores qualidade de vida, de ter ações que promovam isto e nos tornem melhores como seres humanos. No entanto, assim como muitos, venho de uma geração em que se pregava que aquilo que acontece no trabalho não poderia ser levado para casa e vice-versa...Nunca consegui  levar isso a risca, pois se sou a mesma pessoa como ter ações diferentes para determinados ambientes? No entanto me percebi, muitas vezes, como uma “Analfabeta Emocional”, cujo termo cunhado pelos autores Berrocal e Ramos (2001), o qual retrata o desconhecimento de coisas básicas sobre o que são as emoções, como elas funcionam, como influenciam a nossa vida em todas as áreas. Durante longos anos as emoções não fizeram parte do objeto de estudo das pessoas, muito menos do cotidiano público das mesmas...Demonstrar sentimentos aos outros era sinal de fraqueza... Contudo, com o “descortinar” das neurociências, as emoções começaram a merecer destaque, e iniciaram-se os estudos sobre a importância que elas têm em nossas vidas.
        Entretanto, entender teoricamente sobre emoções é um dos aspectos importantes, o outro é saber lidar coma as mesmas, percebê-las em nosso organismo e procurar da melhor forma administrá-las, pois quando lidamos com pessoas, lidamos conosco mesmo, com nossos anseios, frustrações, superações....Então,  precisamos ter consciência de que a emoção interfere no pensamento, da mesma forma que o pensamento pode interferir na emoção... imagine um professor que não tem controle emocional, interagindo com alunos; vendedor sem paciência para esperar o cliente fazer determinada escolha; advogado chorando cada vez que perdesse alguma causa...
      Há pouco tempo atrás optei pelo curso Despertamento. Simplesmente amei...pois o mesmo agregou valores à minha vida, trazendo qualidade de vida, proporcionando o entendimento de muitas situações das quais passamos no cotidiano. Poderia elencar vários tópicos interessantes do curso, mas o que de melhor aprendi foi a “Metacognição Emocional”, ou seja, pensar sobre o pensar de minhas emoções... e com isso agreguei valor à minha vida, pois tive várias mudanças significativas e se  transporto para o  cenário educativo, onde  as emoções afloram e muito, percebo que tenho muito mais habilidade de lidar com determinadas situações... Enfim, o equilíbrio emocional não apareceu do nada, ele foi resultado de um investimento pessoal que fiz ao optar por este curso, o qual só me trouxe benefícios e me tornei responsável por minhas próprias emoções.  
        E sabendo que o curso foi reformulado, complementado com novas abordagens, já deixei meu nome na lista de inscrição, quem sabe você se interesse também http://bit.ly/1cofl6v

domingo, 6 de outubro de 2013

Letra cursiva ainda está em uso?

     Ana Lúcia Hennemann


      Provinda de uma época em que não existiam nenhum aparato tecnológico a escrita cursiva  foi um estilo de letra muito utilizado principalmente pela questão da agilidade na escrita das palavras. Há relatos de pessoas que passavam horas treinando para ter aquela letra cheia de curvinhas, traçado perfeito, “letra de mestre”... mas, hoje, neste mundo cada vez mais tecnológico, será que a letra cursiva será aposentada? Pois, escrever à mão tem se tornado um exercício raro...
      Em algumas escolas, principalmente nas séries iniciais a escrita cursiva ainda é uma exigência, porém, existem alguns questionamentos a serem feitos neste contexto: alunos com necessidades especiais conseguem acompanhar o ritmo desta caligrafia? E,  se o aprendizado da letra cursiva é tão importante como é enfatizado por alguns, porque, a medida que os alunos vão crescendo, ela é deixada de lado? Por exemplo, nas universidades o mundo já é completamente digital...
      Relacionado ao assunto, lembrei do surgimento das câmeras fotográficas digitais... antes das mesmas, as pessoas tinham que se empenhar em caprichar para aparecer bem na foto, porém as novas tecnologias foram mostrando que não era mais necessário tanta dedicação em fazer o melhor, pois com um simples clic (deletar) novas fotos aparecem no lugar. É tudo muito prático, descartável, e, aquilo que não nos agradou, deletamos e com a simplicidade de alguns toques refazemos tudo novamente.
    No entanto, a comodidade da tecnologia nos cega, pois o mundo não percebeu quantas pessoas que trabalhavam na revelação de fotografias perderam silenciosamente seus empregos... E com a escrita cursiva não está sendo diferente, estamos “desempregando” várias sinapses, que com certeza serão “podadas”...
    Àqueles que trabalham na área da neuropsicopedagogia tem muita clareza o quanto escrever à mão trabalha com nossa coordenação motora fina, exercitando regiões cerebrais que ficam esquecidas diante a comodidade ofertada pelos teclados. Cursiva ou Script, ao meu ver tanto faz, o importante é o ato de escrever... Porém, o cérebro se adapta às necessidades do corpo, e diversas outras atividades podem desenvolver a motricidade fina, ou seja, a capacidade de execução de movimentos pequenos e delicados, com outras atividades, como por exemplo, o desenho, modelagem com argila, massa de modelar.
   Somos sim, capazes de nos adaptar assim às novas condições impostas pelo desenvolvimento humano, mas para os que amam o mundo digital assim como eu, deixo como reflexão a passagem de Abraham Lincoln, no ato da assinatura da Proclamação da Emancipação, em 1863, onde conta a história que ele prestes a colocar sua assinatura na proclamação, percebeu sua mão dormente e tremendo. Sendo assim, largou a caneta e disse: 'Se alguma vez a minha alma estava em um ato, é neste, mas se eu assinar com a mão trêmula, a posteridade dirá: - Ele hesitou.”
    Então, esperou até que pudesse segurar a caneta e assinar com ousadia e clareza. Na verdade o que ocorreu aqui, não foi somente um ato de escrita, mas sim, que através da força de nossas mãos, da coragem e determinação é que as gerações futuras conseguirão identificar que marcas estamos deixando. Longe de ser apenas uma discussão entre escrita manual e digital, estamos nos tornando uma sociedade mecanizada, robotizada, onde nossa assinatura pouco a pouco vem trocando espaço de alguns traços extremamente significativos, por simbologias compostas de números e letras, enfim, estamos codificando a nossa escrita e reprimindo a nossa história.

Sugestão de leitura complementar: