sexta-feira, 26 de abril de 2013

Um ambiente acolhedor faz a diferença...



     Quem não se sente bem num ambiente acolhedor? Todos queremos ser bem tratados, independente do local onde estivermos... acompanhei estes dias a postagem de um amigo que se encontrava num estabelecimento público e a pessoa nem olhava para ele, simplesmente estava ocupada demais com a internet (e não era com afazeres do trabalho). Mas isso há em qualquer local, pois quantas vezes desistimos de alguma compra, pois julgamos o atendimento de “péssima qualidade”(ou seja, a pessoa não nos deu a devida atenção).
      Agora pensem a diferença que faz quando um bom profissional vem e lhe oferece um bom atendimento, ou seja, lhe atribui um valor. Nossa tendência será responder com sincronicidade. Cito o exemplo de um professor UNIVERSITÁRIO que tive o prazer de conhecer, que mesmo com a sala lotada, não iniciava a aula sem passar de um em um e dar um aperto de mão, lhe desejando uma boa aula. Na PÓS-GRADUAÇÃO, também tive mais um belíssimo exemplo disso, então o que quero dizer é que pessoas assim fazem a diferença, nos instigam a dar o nosso melhor, atitudes e gestos de simplicidade é que tocam os corações das pessoas. Pensando mais um pouquinho...dos professores pelos quais você já teve a oportunidade de conviver, é do conteúdo que você lembra ou é algo mais?
      No entanto alguns ainda acreditam que “cara fechada” é sinal de respeito, dá um ar de maior autoridade, é comum até hoje no campo educacional ouvir-se a expressão “Nos primeiros meses não se pode mostrar os dentes, depois que os alunos criaram respeito, aí sim é diferente”. Será mesmo? Porque se perpetuam frases que nós mesmos como indivíduos não gostaríamos de sermos vítimas? Ou você... seja como aluno, ou como cliente, gostaria de ser atendido por alguém que não lhe “mostrasse os dentes”?
     Ainda prefiro acreditar que um ambiente acolhedor faz a diferença, e nesse sentido, transcrevo as palavras de André Palmini (2011), para que possamos refletir...

“Quis a natureza que o nosso cérebro evoluísse no sentido de que pela expressão facial dos outros nós pudéssemos saber o quanto estamos acolhidos, o quanto a gente pode confiar em alguém. Temos um rastreador do ambiente. O aluno consegue sentir se o ambiente é mais ou menos acolhedor, consegue identificar ameaças e saber o quanto são confiáveis as pessoas que estão em volta dele. Consequentemente, a maneira como a gente vai se posicionar, as nossas expressões faciais, os nossos gestos e a nossa voz vão permitir que o ambiente seja mais ou menos acolhedor. Quanto mais “feia a cara”, mais o aluno vai se afastar. Não estou querendo dizer que o professor não tenha autoridade. É bom o pai que amarra a cara quando é necessário amarrar, mas que não esteja de cara amarrada o tempo todo. Então, é bom o professor que fecha a cara quando tem que fechar, mas não a maior parte do tempo...”

Um comentário:

  1. queria saber o numero dessa pagina vc poderia mim ajudar

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