quinta-feira, 4 de abril de 2013

Da linguagem ao conectoma


As principais descobertas da neurociência moderna



NEUROLINGUÍSTICA
O médico francês Paul Broca (1824-1880) descobriu que a área do cérebro responsável pela fala fica no hemisfério esquerdo.
O alemão Carl Wernicke (1848-1905) desvendou o efeito que lesões numa região à frente do giro temporal superior têm na compreensão das informações da fala.

DISTRIBUIÇÃO DE FUNÇÕES
O Neurofisiologista inglês Charles Sherrington (1857-1952) estudou a ligação entre o cérebro e a medula espinhal. A partir disso, descobriu a natureza distributiva do cérebro e a sua capacidade de fazer o corpo inteiro funcionar simultaneamente.

CONSCIÊNCIA
O neurocientista português António Damásio estudou o papel do lobo frontal na tomada de decisões. O biólogo molecular inglês Francis Crick (1916-2004), um dos descobridores da estrutura do DNA, teorizou que apenas uma parte dos neurônios do cérebro seria responsável pela consciência e que talvez ela não seja inata.



MEMÓRIA
 O filósofo americano Erick Kandel elucidou os sistemas químicos da memória de longo prazo.
Imagem: Livro Psicologia uma abordagem concisa - Editora Artmed

PLASTICIDADE
 O americano Michael M. Merzenich foi pioneiro na pesquisa da plasticidade, ao identificar, que em algumas situações, uma região do cérebro pode assumir as funções antes desempenhada por outra área.



RESSONÂNCIA
 O japonês Seiji Ogawa aplicou a tecnologia da ressonância nuclear magnética funcional para visualizar como as regiões do cérebro são ativadas por estímulos internos e externos.
 
Pesquisadores descobriram que a região do cérebro excitada quando alguém fala de si mesmo é a mesma ativada por comida e sexo

CONECTOMA
 Em 1986, um grupo de pesquisadores liderado pelo americano John White concluiu o mapeamento do sistema nervoso de um verme, o C. Elegans. Em 2005, o neurocientista alemão Olaf Sporns foi o primeiro a usar o termo conectoma para se referir ao mapa das conexões neurais no cérebro.



Fonte: Mauro Muszkat, neurologista e professor da Unifesp. Disponível na revista Veja de 6 de março de 2013

Um comentário:

  1. Querida Ana, esse texto é de sua autoria ou foi apenas postado por você?

    ResponderExcluir