quinta-feira, 31 de maio de 2012

Neurociências: as novas rotas da educação


 Fgª. Lana Bianchi e Fgª. Vera Mietto 
Imagem:  http://teens.drugabuse.gov/blog/tag/neuroscience/
Os avanços e descobertas na área da neurociência ligada aos processos de aprendizagem é sem dúvida, uma revolução para o meio educacional. A Neurociência da aprendizagem é o estudo de como o cérebro trabalha com as memórias, como elas se consolidam, como se dá o acesso ás informações e como elas são armazenadas.

Quando falamos e pensamos em Educação e Aprendizagem, falamos em processos neurais, redes que estabelecem conexões e que realizam sinapses.

Mas como entendemos Aprendizagem?

Aprendizagem nada mais é do que esse maravilhoso e complexo processo pelo qual o cérebro reage aos estímulos do ambiente, e ativa suas sinapses (ligações entre os neurônios por onde passam os estímulos), tornando-as mais “intensas” e velozes. A cada estímulo, cada repetição eficaz de comportamento, torna-se consolidado, pelas memórias de curto e longo prazo, as informações, que guardadas em regiões apropriadas, serão resgatadas para novos aprendizados.

A Neurociência vem-nos descortinar o que antes conhecíamos sobre o cérebro, e sua relação com o Aprender. O cérebro, esse órgão fantástico e misterioso, é matricial nesse processo. Suas regiões, lobos, sulcos, reentrâncias tem cada um sua função e importância no trabalho conjunto, onde cada área necessita e interage com o desempenho do hipocampo na consolidação de nossas memórias, com o fluxo do sistema límbico (responsável por nossas emoções) possibilitando desvendar os mistérios que envolvem a região pré-frontal, sede da cognição, linguagem e escrita ecompreender as vias e rotas que norteiam a leitura e escrita (regidas inicialmente pela região visual mais específica (parietal) que reconhece as formas visuais das letras e depois acessa outras áreas para a codificação e decodificação dos sons para serem efetivadas.
Imagem:  http://www.psiquiatriainfantil.com.br/biblioteca_de_pais_ver.asp?codigo=58
 Faz-se mister entender os mecanismos atencionais e comportamentais de nossas crianças padrão das crianças TDAH e estudar suas funções executivas e sistema de comando inibitório do lobo pré-frontal, hoje muito relevante na educação.

Compreender as vias e rotas que norteiam a leitura e escrita (regidas inicialmente pela região visual mais específica (parietal) que reconhecem as formas visuais das letras e depois acessa outras áreas para a codificação e decodificação dos sons para serem efetivadas.

Penetrar nos mistérios da região temporal relacionado à percepção e identificação dos sons onde os reconhece por completo (área temporal verbal) possibilitando a produção dos sons para que possamos fonar as letras. Não esquecer a região occipital, que abriga como uma de suas funções o coordenar e reconhecer os objetos, assim como o reconhecimento da palavra escrita.

Assim, cada órgão se conecta e interliga-se no processo, onde cada estrutura com seus neurônios específicos e especializados desempenham um papel na base do Aprender.

Estudos na área neurocientífica centrados no manejo do aluno em sala de aula nos esclarece que o processo aprendizagem ocorre quando dois ou mais sistemas funcionam de forma inter relacionada (conectada). Assim podemos entender como é valioso aliar a música, os jogos, e movimentos em atividades escolares e ter a possibilidade de trabalhar simultaneamente mais de um sistema: auditivo, visual e até mesmo o sistema tátil com atividades lúdicas, esportivas, e todos os movimentos surgindo de dentro para fora (psico-motricidade), desempenho este que leva-nos ao Aprender

Podemos então eferir, desta forma, que o uso de estratégias adequadas em um processo de ensino dinâmico e prazeroso provocará conseqüentemente alterações na quantidade e qualidade destas conexões sinápticas melhorando assim o funcionamento cerebral, de forma positiva e permanente, com resultados satisfatórios e eficazes.

Os games (adorados por crianças e adolescentes) ainda em discussão no âmbito acadêmico são fantásticos na forma de manter os alunos “plugados” e podem ser mais uma ferramenta mediadora que possibilita estimular o raciocínio lógico, atenção, concentração, conceitos matemáticos através de atividades como: cruzadinhas, caça-palavras e jogos interativos que desenvolvem a ortografia, de forma desafiadora e prazerosa para alunos.

O grande desafio dos educadores é viabilizar uma aula que “facilite” esse disparo neural, este gatilho, a sinapse e o funcionamento desses sistemas, sem que necessariamente o professor tenha que saber como lidar individualmente com cada aluno. Quando ciente da modalidade de aprendizagem do aluno, (e isso não está longe de ser inserida na grade de formação de nossos educadores) o professor saberá quais e melhores estratégias utilizar e certamente fará uso desse meio facilitador no processo Ensino – Aprendizagem.

Outra descoberta é que através de atividades prazerosas e desafiadoras o “disparo” entre as células neurais acontece mais facilmente: as sinapses fortalecem-se e as redes neurais são estabelecidas com mais rapidez (velocidade sináptica).
Sinapse


Rede neural


                                                                                           
                                                 





comunicação entre neurônios

Mas como desencadear isso em sala de aula? Como o professor pode ajudar nesse “fortalecimento neural”?

Todo ensino desafiador ministrado de forma lúdica tem esse efeito: aulas dinâmicas, divertidas, ricas em conteúdo visual e concreto, onde o aluno não é um mero observador de o seu próprio saber o deixam “literalmente ligado”, plugado, antenado.

Imagem:  http://neurosci.umin.jp/e/sensory_motor_neuroscience.html
O conteúdo antes desestimulador e cansativo para o aluno é substituído por um professor com nova roupagem que propicia novas descobertas, novos saberes; é dinâmico e flexível, plugado em uma área informatizada, aonde a cada momento novas informações chegam ao mundo desse aluno. Professor e aluno interagem ativamente, criam, viabilizam possibilidades e meios de fazer esse saber, construindo juntos a aprendizagem com todas as rotas: auditivas, visuais, táteis e neste universo cheio de informações, faz-se a nova Educação e um novo modelo de Aprender.

Uma aula enriquecida com esses pré-requisitos é envolvente e dinâmica: é o saber se utilizar de possibilidades onde conhecimento Neurocientífico e Educação caminham lado a lado.

Mas como isso é possível? O que fazer em sala de aula?

A seguir algumas sugestões adotadas:

(1) Estabelecer regras para que haja um convívio harmonioso de todos em sala de aula, onde alunos sejam responsáveis pela organização, limpeza e utilização dos materiais. Ao opinar e criar regras e normas adotadas, eles se sentirão responsáveis pela sala e espaço escolar.

(2) Utilizar materiais diversificados que explorem todos os sentidos. Visual: mural, cartazes coloridos, filmes, livros educativos; Tátil: material concreto e objeto de sucata planejado. Há uma riqueza de sites na internet que nos disponibilizam atividades produtivas e prazerosas. A criatividade aflora e a aula torna-se muito divertida; Auditivo: música e bandinhas feitas com material de sucata, sempre com o conteúdo pedagógico inserida nelas. A criação de músicas e paródias sobre conteúdos é uma forma muito divertida de aprender. Talentos apareceram em salas de aula. E quem não gosta de cantar? Aulas com dinâmica treinam as memórias de curto prazo e a auditiva (elas são trabalhadas em áreas hipocampais) e assim retidas em memória de longo prazo, efetivando o Aprendizado!

3) O cantinho da “leitura” é um pedaço de criar idéias, deixar o “Novo” entrar na mente, através dos signos e símbolos. (Significados e significante)

4) Estabelecer rotinas onde possam realizar trabalhos individuais, em dupla, em grupos (rotinas estabelecidas reforçam comportamentos assertivos e organização). Crianças com TDAH, que apresentam mal funcionamento das funções executivas se beneficiam com rotinas e regras pré estabelecidas. O trabalho em equipe é relevante, ativa as regiões límbicas (responsáveis pelas emoções) e como sabemos o aprender está ligado à emoção, e a consolidação do conteúdo se faz de maneira mais efetiva. (hipocampo)

(5) Trabalhar o mesmo conteúdo de várias formas possibilita aos alunos “mais lentos” oportunidades de vivenciarem a aprendizagem de acordo com suas possibilidades neurais. Dê aos mais rápidos atividades que reforcem ainda mais esse conteúdo, mantendo-os atentos e concentrados para que os alunos com processos mais lentos não sejam prejudicados com conversas e agitação do outro grupo de crianças.

A flexibilidade em sala de aula permite uma aprendizagem mais dinâmica e melhor percebida por toda a classe. O professor que administra bem os conflitos em sala de aula possui “jogo de cintura” e apresenta o conteúdo com prazer, mantendo seus alunos “plugados”, com interesse em aprender mais, movidos pela novidade: o prazer faz uma internalização de conceitos de maneira lúdica e eficaz.

Desta forma, somos sabedores deste mecanismo neural que impulsiona a aprendizagem, das estratégias facilitadoras que estimulam as sinapses e consolidam o conhecimento, da magia onde cada estrutura cerebral interliga-se para que todos os canais sejam ativados. Como numa orquestra afinadíssima, onde a melodia sai perfeita, de posse desses conhecimentos e descobertas, será como reger uma orquestra onde o maestro saberá o quão precisamente estão afinados seus instrumentos e como poderá tirar deles melodias harmoniosas e perfeitas!

A Neurociência veio para ser grande aliada do professor na atualidade, em identificar o individuo como ser único, pensante, atuante, que aprende de uma maneira pessoal, única e especial. Desvendar os segredos que envolvem o cérebro no momento do Aprender, facilita nosso professor.

Surge um novo professor (neuroeducador), a buscar conhecimento sobre como se processam a linguagem, memória, esquecimento, humor, sono, medo, como interagimos com esse conhecimento e conscientemente envolvido na aprendizagem formal acadêmica. Em posse desses novos conhecimentos é imprescindível desenvolver uma pedagogia moderna, ativa, contemporânea, que capacite novos professores, para formar novos alunos às exigências do aprendizado em nosso mundo globalizado, veloz, complexo e cada vez mais exigente.

Conceitos como neurônios, sinapses, sistemas atencionais, (que viabilizam o gerenciamento da aprendizagem), mecanismos mnemônicos (consolidação das memórias), neurônios espelho (que possibilitam na espécie humana progressos na comunicação e compreensão no aprendizado), plasticidade cerebral (ou seja, o domínio de como o cérebro continua a desenvolver-se e a sofrer mudanças) serão discutidos por neurocientístas, neuropedagogos e família. A sala de aula será palco da ciência e neurociência, onde o educador domina os processos do cérebro para Aprender, e assim possibilita criar novas estratégias para Ensinar.

Através desta neurociência, os transtornos comportamentais e de aprendizagem passam a ser vistos e compreendidos com clareza pelos educadores, que aliados a esta novidade educacional encontram subsídios para a elaboração de estratégias mais adequadas a cada caso. Um professor qualificado e capacitado, com método de ensino adequado e uma família facilitadora dessa aprendizagem são fatores para que todo o conhecimento que a neurociência nos viabiliza seja efetivo, interagindo com as características do cérebro de nosso aluno e do professor. Esta nova aliada habilita o educador a ampliar suas atividades educacionais, abrindo uma nova rota no campo do aprendizado e da transmissão do saber, cria novas faces do Aprender, consolida o papel do educador, como um mediador e o aluno como participante ativo do pensar e aprender.


Bibliografia

ASSMANN, H. Reencantar a educação: rumo à sociedade aprendente. Petrópolis: Vozes, 2001.

CAPOVILLA, F. C. (2002). Neuropsicologia e Aprendizagem: Uma abordagem multidisciplinar. São Paulo, SP: SBNp, Scortecci.

CAPOVILLA, A. G. S., & CAPOVILLA, F.C. (2000). Problemas de leitura e escrita: como identificar, prevenir e remediar numa abordagem fônica. São Paulo, SP: Memnon-Fapesp.

CAPOVILLA, F. C. (2002). Neuropsicologia e Aprendizagem: Uma abordagem multidisciplinar. São Paulo, SP: SBNp, Scortecci.

CAPOVILLA, F. C., & CAPOVILLA, A. G. S. (2001). Compreendendo a natureza dos problemas de aquisição de leitura e escrita: Mapeando o envolvimento de distúrbios cognitivos de discriminação fonológica, velocidade de processamento e memória fonológica. Cadernos de Psicopedagogia, 1(1), 14-37.

CAPOVILLA, F. C., & CAPOVILLA, A. G. S. (no prelo). Avaliação de cognição e linguagem da criança.

FONSECA, Vítor (2004). Dificuldades de Aprendizagem, Abordagem Neuropsicológica e Psicopedagógica ao Insucesso Escolar. Editora Âncora. Lisboa

FONSECA, V. da. Aprender a Aprender: a educabilidade cognitiva. Porto Alegre: Artmed, 1998.

FRASSON, M.A. – Programa de Prevenção e Identificação Precoce dos Distúrbios da Audição. In SCHOCHAT, E. – In: In: SCHOCHAT, E. (org.) - In: Processamento Auditivo - Série Atualidades em Fonoaudiologia, Vol II. São Paulo, LOVISE, 1996. p. 65-105.

KANDEL,E.R. Princípio da Neurociência. Ed.Manoele.2002.

LENT, Roberto.Cem bilhões de neurônios. São Paulo: Ed Atheneu-2006

LURIA, A. R. (1974). EL CEREBRO EN ACCÍON. (P.127-140). Barcelona: Fontanella. Marcilio, L. F. (no prelo) Relações entre Processamento Auditivo, Consciência Fonológica, Vocabulário, Leitura e Escrita.

MIETTO ,Vera e BIANCHI, Lana. http://www.projetogatodebotas.org.br/-artigo: “Dislexia: Como Suspeitar e Identificar Precocemente o Transtorno na Escola”,2010 acesso em 03-01-2010

PANTANO, Telma e Zorzi, Jaime Luiz. Neurociência Aplicada á aprendizagem. São José dos Campos: Pulso,2009.

PEREIRA, L. D., NAVAS, A. L. G. P., & SANTOS, M. T. M. (2002). Processamento auditivo: uma abordagem de associação entre a audição e a linguagem. Em M. T. M. Santos, & A. L. G. P. Navas (Ed.), Distúrbios de Leitura e Escrita: teoria e prática. São Paulo, SP: Ed. Manole.

PEREIRA, L.D. - Processamento Auditivo Central: Abordagem Passo a Passo. In: PEREIRA,L.D., SCHOCHAT, E. - In: Processamento Auditivo Central - manual de avaliação, São Paulo, LOVISE, 1997. p. 49-59.

ROTTA, Newra Tellecha…[et al.] Transtornos da Aprendizagem: Abordagem Neurobiológica e Multidisciplinar. Porto Alegre: Artmed,2006

ZORZI,J.L. – Aprendizagem e Distúrbios da Linguagem escrita – questões clínicas e educacionais. Porto Alegre, Artmed, 2003

Revista Cérebro & Mente – O livro do cérebro – no 1 e 2 – São Paulo-SP: Dueto, 2009
 http://pt.photaki.com/picture-ativa-as-celulas-nervosas-sinapses-sinapse-sinapses-as-sinapses_150205.htm


Vera Lucia de Siqueira Mietto, Fonoaudióloga, Psicopedagoga, Neuropedagoga, atuação em fonoaudiologia e neurociências em crianças e adolescentes com Distúrbios da Aprendizagem- CFfa 3026-1979-UESA - Rio de Janeiro- RJ e Tutora EAD do www.chafic.com.br e docente da UNICEAD na pós graduação de Monte Claros-MG.


Lana Cristina de Paula Bianchi, Fonoaudióloga, Pedagoga, Psicopedagoga, Atuação em Neurociências em Crianças e Adultos na FAMERP- FUNFARME- São Jose Rio Preto- SP- Especialista em linguagem no Projeto Gato de Botas- Distúrbios de Aprendizagem; www.projetogatodebotas.org.br; CRFª: 2907- 1982- PUCC- Campinas-SP- Profª na Disciplina de Psicologia-UNILAGO- São Jose Rio Preto-SP- Linguagem e Cognição- 2010- Orientadora em monografias no curso de pós-graduação de Psicopedagogia- Famerp- 2010- Campo de pesquisa: Linguagem infantil e adulto-

Rua Orsini Dias Aguiar nº410-Jardim Alvorada- São José do Rio Preto SP - 
Tel:             17-32357001     

Rua Dr Waldir Cabral nº 22 apto 1503- Vital Brasil –Niterói RJ 
Tel:             21-27196529     

terça-feira, 29 de maio de 2012

Ansiedade- Terapia Cognitivo Comportamental para Crianças e Jovens

Você sabia que aproximadamente em cada 1 em 10 crianças e jovens preencherá os critérios diagnósticos de transtorno de ansiedade durante a infância?
O Livro Ansiedade, oferece uma descrição a respeito de como a Terapia Cognitivo Comportamental (TCC) pode ser utilizada com crianças e jovens que sofrem de Transtorno de ansiedade. Apresenta muitas ideias a serem desenvolvidas com crianças e jovens.


Autor: Paul Stallard
Editora: Artmed
Ano: 2010

Neurônios-Espelho



Através de pesquisas feitas por Rizzolatti (2005) e seus colaboradores, envolvendo macacos Rhesus, na década de 90, chegou-se a descoberta dos neurônios espelho. Estas pesquisas foram realizadas na área pré-motora destes macacos, e verificou-se que alguns neurônios da área F5, localizados na área frontal, eram ativados cada vez que o animal realizava um movimento com alguma finalidade específica (por exemplo pegar um fruto com os dedos), e também quando o animal observava o comportamento de outro indivíduo, que tanto podia ser outro macaco ou então um homem.
Sandra Blakeslee numa nota  para o “The New York Times” traz o seguinte relato:
 Há 15 anos, num verão em Parma, na Itália, um macaco esperava em um laboratório que os pesquisadores voltassem do almoço. Delicados fios haviam sido implantados na região do seu cérebro que planeja e executa movimentos.
Todas as vezes que o macaco agarrava ou movimentava um objeto, algumas células dessa região do cérebro disparavam e um monitor registrava um som.
Um aluno de pós-graduação entrou no laboratório com uma casquinha de sorvete na mão.
O macaco olhou fixamente para ele e, em seguida, algo espantoso aconteceu: quando o estudante levou a casquinha aos lábios, o monitor soou novamente – mesmo o macaco não tendo feito nenhum movimento, apenas observado o aluno.
Os pesquisadores, chefiados por Giacomo Rizzolatti, um neurocientista da Universidade de Parma, já tinham observado esse mesmo estranho fenômeno com amendoins.
As mesmas células cerebrais disparavam quando o macaco via seres humanos ou outros macacos levarem amendoins à boca ou quando ele próprio fazia isso.
Os cientistas descobriram células acionadas quando o macaco quebrava a casca de um amendoim ou ouvia alguém fazê-lo. O mesmo ocorria com bananas, uvas passa e todo tipo de objetos.
"Demoramos anos para acreditar no que estávamos vendo", diz Rizzolatti.
O cérebro do macaco tem uma classe especial de células, os neurônios-espelho, que disparam quando o animal vê ou ouve uma ação e quando a executa por conta própria.
Mas, se essas descobertas, publicadas em 1996, surpreenderam a maioria dos cientistas, uma recente pesquisa deixou-os estupefatos.
Descobriu-se que os seres humanos têm neurônios-espelho muito mais perspicazes, flexíveis e altamente evoluídos do que os encontrados nos macacos, um fato que teria resultado na evolução de habilidades sociais mais sofisticadas nos seres humanos.
O cérebro humano tem múltiplos sistemas de neurônios-espelho especializados em executar e compreender não apenas as ações dos outros, mas suas intenções, o significado social do comportamento deles e suas emoções.

Imagem: http://sfari.org/news-and-opinion/conference-news/2008/society-for-neuroscience-2008/beyond-mirror-neurons
"Somos criaturas requintadamente sociais", diz Rizzolatti. "Os neurônios-espelho nos permitem captar a mente dos outros não por meio do raciocínio conceitual, mas pela simulação direta. Sentindo e não pensando."

Na conceituação de Neurônio Espelho apresentada pela Wikipedia, encontramos que:
...é um neurônio (também conhecida como célula espelho) que dispara tanto quando um animal realiza um determinado ato, como quando observa outro animal (normalmente da mesma espécie) a fazer o mesmo ato. Desta forma, o neurônio imita o comportamento de outro animal como se estivesse ele próprio a realizar essa ação. [...] Alguns cientistas consideram este tipo de células uma das descobertas mais importantes da neurociência da última década, acreditando que estes possam ser de importância crucial na imitação e aquisição da linguagem. (Wikipedia)

Onde se localizam os neurônios espelho?

1 - REGIÃO FRONTAL
É nela que as ações são planejadas, decididas e executadas. Pode abrigar os neurônios-espelho que imitam a ação de outras pessoas, possivelmente relacionados ao aprendizado. Exemplo: a criança que aprende a escovar os dentes vendo o pai escovando.

2 - REGIÃO PARIETOFRONTAL
Área que conjuga a tomada de decisão da região frontal com os cinco sentidos humanos. Também está relacionada às emoções. Podem estar nela os neurônios-espelho que reagem quando uma pessoa vê uma cena de violência na televisão e se sente angustiada por isso.
Imagem:  http://pt.scribd.com/doc/18999992/Fundamentos-de-Neurociencias-
Novos estudos mostram como isso afeta nosso comportamento...
É difícil encontrar quem não sinta vontade de bocejar quando vê outras pessoas bocejando. Ao mostrar a língua a seu bebê, um pai o vê responder da mesma forma, ainda que ele tenha acabado de nascer. Quem assiste à televisão pode ter simpatia pelo mocinho de uma novela e ódio pelo vilão. Essas três situações podem ter a mesma origem: os neurônios-espelho. Estudos mostram que essas células cerebrais nos levam a agir de acordo com o que os outros fazem, e não apenas com o que o próprio cérebro manda. Mais: tudo o que vemos alguém fazer, fazemos também - nem que seja apenas em nossa mente. Os neurônios-espelho leem a mente dos outros. E influenciam nosso comportamento a partir da leitura.

Por isso, a descoberta das funções dos neurônios-espelhos vem sendo considerada um dos principais feitos da neurociência. Há cientistas que comparam o nível de importância desses estudos ao das células-tronco. Mas todos recomendam prudência diante dos resultados. "A descoberta dos neurônios-espelho foi muito importante, mas as pessoas precisam ter em mente que eles não explicam tudo", afirma Iacoboni. "Não dá ainda para saber se, sem eles, o cérebro não faria a mesma coisa", afirma Ribeiro. O cérebro tem cerca de 100 bilhões de neurônios - dos quais apenas 5% são espelhos. Não são muitos, mas, se tudo o que se estuda sobre eles for comprovado, esses 5 bilhões respondem por muito do que somos.

Fontes:
Jornal da Ciência. Os neurônios que podem ler mentes. Maio/2012 Disponível online em http://www.jornaldaciencia.org.br/Detalhe.jsp?id=34918  Acesso em 28/05/2012.
RIZZOLATTI, G. (2005). The mirror neuron system and imitation. In S. Hurley & N. Chater (Eds.), Perspectives on imitation: From Neuroscience to Social Science (Vol. 1: Mechanisms of imitation and imitation in animals - Social Neuroscience). Cambridge, MA: MIT Press.
Neurônios Espelho. Diponível online em:   http://pt.wikipedia.org/wiki/Neur%C3%B3nio_espelho Acesso em 28/05/2012.
Neurônios-espelhos podem ser a chave do aprendizado e da cultura. Disponível online em: http://www.sintoniasaintgermain.com.br/NEUROCI%C3%8ANCIA2.htm  Acesso em 28/05/2012

domingo, 27 de maio de 2012

Crianças Índigos e Cristal. O que nos diz a ciência a respeito delas?

Ana Lúcia Hennemann/ Maio 2012

Imagem:  http://www.picturesdepot.com/images/20633/cute+angel+baby.html
Muito se tem falado sobre crianças Índigos e Cristais, mas quem são elas? Onde vivem? Como surgiram estas denominações?

A denominação Criança Índigo se originou com a parapsicóloga, sinesteta e psíquica Nancy Ann Tappe, por volta dos anos 70. Em 1982 Tappe publicou o livro “ Entendendo Sua Vida Através da Cor”, onde ela descreveu este conceito, afirmando que por volta dos anos 60 ela começou a perceber que muitas crianças nasciam com suas auras  “índigas”(aura com predominância da cor azul índigo). Em 1998, a ideia foi popularizada e foi lançado o livro “ As Crianças índigo: As novas crianças chegaram”, escrito por Lee Carroll e Jan Tober. Em 2002, no Havaí, ocorreu uma conferência internacional sobre crianças índigos, com 600 participantes. Nos anos subsequentes, estas conferências ocorreram na Flórida e em Oregon. Os anos passaram e vários filmes e documentários foram produzidos sobre o assunto.
Contrapondo-se a isso, Sarah Whedon W., em 2009 escreve um artigo onde alega que os pais rotulam seus filhos como ‘índigo” para fornecer uma explicação alternativa para o comportamento indevido de seus filhos, decorrentes do Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH).
Russell Barkley, psicólogo, comenta que essas terminologias “Índigo e Cristal, que surgiram no movimento Nova Era, ainda não produziram evidências empíricas da existência de tais crianças, pois para ele, as características descritas são muito vagas. Especialistas em saúde mental estão preocupados por rotular uma criança como “índigo ou Cristal”, pois muitas vezes, pode se retardar o diagnóstico e tratamento adequado que poderia ajudar a criança. Nick Colangelo, professor especialização na educação de crianças com altas habilidades, faz questionamentos de quem está lucrando com estas terminologias, uma vez que muitos livros, apresentações e vídeos estão sendo comercializados com esse assunto.
Dentro desta mesma linha, Lorie Anderson, em seu artigo “Índigo: A cor do dinheiro”, argumenta que a crença em crianças índigos tem um valor comercial significativo, devido às vendas de livro, vídeo, sessões de aconselhamento para crianças, filmes, acampamentos de verão e conferências que visam que os pais acreditem que seus filhos são “Índigos”.
Crianças índigo são crianças que possuem dons especiais, às vezes sobrenaturais ou altas habilidades. Grande crença de que eles são curiosos, de temperamento forte, independentes e muitas vezes visto pelos amigos e familiares como “estranhos”. Apresentam uma forte espiritualidade inata, mas que necessariamente não implicam num interesse direto em áreas espirituais e religiosas. Também possuem um alto quociente de inteligência, grande capacidade de intuição e resistência a regras rígidas, controles baseados em paradigmas de autoridade.
Segundo Tober e Caroll, as crianças Índigo nem sempre apresentam bons resultados em  escolas convencionais, devido à sua rejeição a autoridade rígida, pois muitas vezes são mais inteligentes (ou maduros espiritualmente) que seus professores. Também, os mesmos autores, fazem uma crítica ao uso de medicações para estas crianças, vistas por eles como índigas, e pela comunidade escolar com crianças com TDAH, sendo que segundo eles, muitas dessas crianças são ou foram educadas em casa.
Conforme Doreen Virtue, estas crianças são criativas  apresentado dom musical, facilidade para poesia, criatividade na confecção de objetos...), são propensos a vícios, com um histórico de depressão, ou até mesmo pensamentos suicidas, tem grande oscilação na auto estima (por vezes muito alta, em outras muito baixa), possuem um grande desejo de ajudar o mundo e grandes laços com plantas ou animais.
Crianças Cristal são crianças que tem uma consciência universal, não são individualistas, preocupam-se com o próximo. Apresentam o dom da telepatia ou então iniciam a falar numa fase posterior a outras crianças ou muito antes. Conforme Doreen Virtue, devido à sua capacidade de comunicação telepática podem ser rotuladas como “lentas” ou “autistas”, embora não seja o caso. Estas crianças têm uma aura de cristal colorido, campo um teórico de radiação em torno do corpo que alguns afirmam ser capazes de ver. São altamente carinhosas, interessam-se por cristais e pedras. Por muitas pessoas são denominadas crianças arco-íris. Acredita-se que as primeiras Crianças Cristal tenham nascido por volta do ano 2000.
Cientificamente nenhum estudo comprova a existência de tais crianças e os mais céticos acreditam que estes traços podem ser encontrados na maioria das crianças, porém a psicóloga Lídia de Noronha apresenta detalhes em comum entre estas crianças:

Segue um vídeo explicativo sobre o assunto, mostrando a realidade espírita, mas com fundamentos na ciência...

Referências:

DANCOES, Dumari. The New Children. Maio/2006. Disponível online em: http://www.childrenlights.com/Articles/the_children.htm Acesso em 24/05/2012
NORONHA, Ligia de. Crianças Índigo e Cristal. Março/2003 Disponível online em: http://www.ligiadenoronha.com/wp-content/uploads/2010/03/Criancas-Indigo-e-Cristal1.pdf Acesso em 26/05/2012
Índigo Children. Maio/2012 Disponível online em: http://en.wikipedia.org/wiki/Indigo_children Acesso em 22/05/2012.


Aeróbica: reduz a ansiedade e impede o declínio da cognição



Um estudo divulgado pela revista Neuroscience, analisou os efeitos do exercício aeróbico na cognição e comportamento de ratos em diferentes idades. Foi criado um programa de treinamento aeróbico com a corrida na esteira, seguindo os princípios básicos da formação humana, pois  os ratos apresentam as mesmas adaptações fisiológicas.
A intensidade das atividades foram reguladas conforme o nível de aptidão e idade dos ratos, sendo que os mais jovens apresentaram maior desempenho; entretanto, percebeu-se que os que tinham vida mais sedentária, com o passar do tempo, os exercícios começaram a reduzir este sedentarismo e restaurar a função cognitiva destes ratos.
Como conclusão destes estudos, verificou-se que o exercício aeróbico feito com frequência faz com que “neuroprotetores” atuam na fisiologia do cérebro reduzindo dessa forma a ansiedade e comportamentos relacionados a ela.

sábado, 26 de maio de 2012

Neuropsicologia

O que é Neuropsicologia? 

A neuropsicologia é a ciência que estuda a relação entre o cérebro e o  comportamento humano (Luria, 1981). Sendo essa a definição mais explorada  pela maioria dos autores e possivelmente a que mais represente o que vem a ser  esse campo de estudo. Em seu surgimento os estudos eram focados nas  consequências comportamentais causadas pelas lesões cerebrais específicas;  na atualidade,  a neuropsicologia busca investigar as funções cerebrais superiores  inferidas a partir do comportamento cognitivo, sensorial, motor, emocional e social  do sujeito (Costa et al, 2004).

Filmes com Contextos Inclusivos


Por Ana Lúcia Hennemann

·  A Canhotinha – Deficiência Física
·     A Casa  – Retardo Mental
·     As Chaves da Casa  -Deficiência Física
·     A Cor do Paraíso  - Deficiência visual e Retardo Mental
·     Adam  - Autismo, Síndrome de Asperger
·     After Life  -  Síndrome de Down
·     A Força de um Campeão –  Deficiência Física
·     A História de Brooke Ellison  -Deficiência Física
·     A História de Peter -  Síndrome de Down
·     Além dos meus olhos – Deficiência Visual
·     A Maçã  – Deficiência Visual
·     Amadeus – Síndrome de Tourette
·     Amargo Regresso – Deficiência Física
·     A Música e o Silêncio  – Deficiência Auditiva
·      A Outra Irmã  - Retardo Mental
·     A Pessoa é Para o Que Nasce  – Deficiência Visual
·     À Primeira Vista   – Deficiência Visual
·     A Procura de Mr Goodbar – Deficiência Auditiva
·     Asas da Liberdade - Psicose
·     As Irmãs Dunn – Deficiência Visual
·     A Sombra do Piano - Autismo
·     A Vida é Um Milagre
·     A Última Batalha de Um Jogador – Doença terminal
·     Belinda – Deficiência Auditiva
·     Benny e Joon: Corações em Conflito – Retardo Mental
·     Bicho de Sete Cabeças – Retardo Mental
·     Blinck - Num Piscar de Olhos – Deficiência Visual
·     Brilho Eterno de Uma Mente Sem Lembranças
·     Caminhos do Coração  - Autismo
·     Carne Trêmula – Deficiência Física
·     Casa de cartas - Autismo
·     Casamento Proibido  -Deficiência Física
·     Castelos de Gelo – Deficiência Visual
·     Cegos, Surdos e Loucos – Deficiência Visual e Auditiva
·     Cisne Negro  - Esquisofrenia
·     Como Estrelas na Terra – diferenças, Dislexia
·     Como Uma Borboleta - Paralisia Cerebral
·     Cop Land
·     Código Para o Inferno   - Autismo
·     Código Secreto – Autismo
·     Crianças Invisíveis -
·     Dançando no Escuro – Deficiência Visual
·     De Porta em Porta  -  Paralisia Cerebral
·     Desafios sem limites – Deficiência Visual
·     Desejos Inconfessos
·     Desembucha - Gagueira
·     Do Luto à Luta: Síndrome de Down
·     Do Outro Lado
·     Dr. Fantástico – Deficiência Física
·     E aí Meu Irmão, Cadê Você? – Deficiência Visual
·     Encontro às Escuras
·     Ensaio Sobre a Cegueira
·     Epidemia  - Poliomelite
·     Eterno Amor – Deficiência Física, Poliomelite
·     Eu Me Chamo Elisabeth
·     Experimentando a Vida - Autismo
·     Feliz Aniversário – Deficiência Física , talidomida
·     Filhos do Silêncio  - Deficiência Auditiva
·     Forrest Gump - O Contador de Histórias – Retardo Mental
·     Francis
·     Frida  - Deficiência Física
·     Gaby, Uma História Verdadeira – Deficiência Física
·     Gartota Interrompida – Síndrome de Boderline
·     George - O Oitavo Dia
·     Gênio Indomável -  Altas Habilidades
·     Gideon, um Anjo em Nossas Vidas – Retardo Mental
·     Gilbert-Grape Aprendiz de Sonhador – Retardo Mental
·     Homens e Ratos  – Retardo Mental
·     Imagens do Paraíso  – Deficiência Visual
·     Janela da Alma  - Deficiência Visual
·     Johnny vai à Guerra  - Deficiência Física
·     Jornada da Alma
·     King Gimp  - Paralisia Cerebral
·     Ladrão de Raios
·     Lágrimas do Silêncio  - Deficiência Auditiva
·     Leon Y Olvido  - Síndrome de Down
·     Liberdade Para as Borboletas  -Deficiência Física
·     Loucos de Amor – Autismo, Síndrome de Asperger
·     Lua de Mel  -Deficiência Física
·     Luzes da Cidade – Deficiência Visual
·     Luz Na Praça
·     Marcas do Destino
·     Mar Adentro -Deficiência Física
·     Marnie - Confissões de Uma Ladra
·     Melhor  Impossível  - Transtorno Obsessivo Compulsivo
·     Mentes que Brilham  – Altas Habilidades
·     Meu Filho, Meu Mundo  - Autismo
·     Meu Irmão, Minha Vida
·     Meu Jeito de Ser
·     Meu Nome é Rádio – Retardo Mental
·     Meu Pé Esquerdo – Paralisia Cerebral
·     Missão Especial/Uma Viagem Inesperada - Autismo
·     Mr. Holland - Adorável Professor – Deficiência Auditiva
·     Mr. Jones
·     Muito Além do Jardim
·     Murderball -Deficiência Física
·     Nada Como a Verdade - Autismo
·     Na Ponta Dos Pés
·     Nascido Anormal - Talidomida
·     Nascido em 4 De Julho – Deficiência Física
·     Nell – Afasia
·     Nenhum a Menos
·     Nicky e gino – Retardo Mental
·     Ninguém é Perfeito –
·     Nós Sempre o Amaremos – Síndrome de Down
·     O Aviador –Trantorno Obsessivo Compulsivo
·     O Balão Negro  - Autismo
·     O Colecionador de Ossos – Deficiência Física
·     O Corcunda de Notre Dame
·     O Despertar Para a Vida -   -Deficiência Física
·     O Domador de Cavalos – Deficiência Física
·     O Enigma das Cartas  - Autismo
·     O Enigma de Kasper Hausen  -  Autismo
·     O Filme Surdo de Bethoven
·     O Franco Atirador – Paralisia Física
·     O Garoto Selvagem
·     O Garoto que Podia Voar - Autismo
·     O Gênio do Videogame  - Autismo
·     O Grande Lebowski – Deficiência Física
·     O Guardião de Memórias -  Síndrome de Down
·     O Homem Elefante
·     O Inocente  - Autismo
·     O Jarro 
·     O Lutador 
·     O Menino do Pijama Listrado
·     O Milagre de Anne Sullivan – Múltiplas Deficiências
·     O Milagre de uma Mãe – Paralisia Cerebral
·     O Pequeno Milagre
·     O Poder da Emoção – Retardo Mental
·     O Piano –Deficiência Auditiva
·     O Oitavo Dia- Síndrome de Down
·     O Óleo de Lorenzo – Doença Degenerativa
·     O Óleo da Serpente 
·     Os Amantes do Pont-Neuf – Deficiência Visual
·     Os Camelos Também Choram – Albinos
·     Os Dois Mundos de Charly – Retardo Mental
·     Os Filhos do Silêncio-  Deficiência Auditiva
·     Os Melhores Anos de Nossas Vidas
·     O Segredo de Adam - Autismo
·     O Selvagem de Alveron  – Retardo Mental
·     O Silêncio – Deficiência Visual
·     O Sino de Anya – Deficiência Visual
·     O Sonho Impossível
·     O Tempo Que Resta
·     Parede Invisível – Autismo
·     Pela Vida de Meu Filho - Epilepsia
·     Pelos Meus Olhos
·     Perfume de Mulher – Deficiência Visual
·     Por Fora, Por Dentro  - Autismo
·     Prisioneiro do Silêncio - Autismo
·     Páginas de Uma Vida
·     Quando Só o Coração Vê
·     Quando Tudo Começa –
·     Quem Falará por Jonathan?  - Síndrome de Down
·     Querida Perla
·     Querido Frankie –Deficiência Auditiva
·     Rain Man – Autismo
·     Rajadas de fogo – Deficiência Física
·     Ratos e Homens – Retardo Mental
·     Ray- Deficiência Visual
·     Refrigerator Mothers - Autismo
·     Rei Coragem- Paralisia Cerebral
·     Retratos de Família  - Autismo
·     Sem Medo da Vida – Síndrome de Down
·     Sempre Amigos – Distrofia Muscular
·     Shine –  O Brilhante  - Autismo
·     Simples Como Amar – Retardo Mental
·     Sobre o Amor
·     Só Resta a Lembrança – Deficiência Visual
·     Sonata de Outono – Doença Neurológica Degenerativa
·     Spellbound - Quando Fala o Coração
·     Talidomida
·     Também os Anões Começaram Pequenos
·     Tempo de Despertar
·     Tempo de Espera  - Autismo
·     Testemunha do Silêncio - Autismo
·     Tim - Anjos de Aço
·     Tortura Silenciosa – Deficiência Auditiva
·     Toulose Loutrec
·     Tudo pela vida
·     Uma Criança Diferente  - Autismo
·     Uma dose de Amor  - Autismo
·     Uma Família Especial  - Autismo
·     Uma Janela para o Céu – Deficiência Física
·     Uma Lição de Amor-  Retardo mental
·     Uma Razão Para Viver - Retardo mental
·     Uma Segunda Chance -
·     Um Certo Olhar  - Autismo
·     Um Estranho no Ninho
·     Um Jardim Secreto
·     Uma Lição de Amor
·     Uma Mente Brilhante
·     Uma Passagem Para a Vida
·     Uma Prova de Amor
·     Uma Razão Para Viver  - Paralisia Cerebral
·     Uma Viagem Inesperada - Autismo