segunda-feira, 15 de outubro de 2012

Nossas digitais são únicas e conservam seu padrão para o resto da vida

Linha superior: as impressões digitais de tinta de um coala adulto do sexo masculino (à esquerda) e humano adulto do sexo masculino (à direita). Linha inferior: A digitalização de imagens de microscopia eletrônica de epiderme que cobre os dedos do mesmo coala (à esquerda) e o mesmo humano (à direita).
    

     A digital é formada nas mãos e pés quando ainda se está na barriga da mãe, no sexto mês de gestação, e só desaparece após a morte, quando o corpo entra em estado de decomposição. Acredita-se que esses sinais tenham surgido durante a evolução do homem, como antiderrapante, para auxiliar a agarrar objetos e presas. À medida que ele foi evoluindo, essa característica tornou-se mais discreta, até ficar na forma que temos hoje.
    Ela é formada por ondulações irregulares na epiderme, camada visível da pele composta por células mortas ou prestes a morrer, e na derme, abaixo dela, junto à raiz dos pelos. Serve para identificar cada pessoa; é única e individual, ou seja, nem mesmo gêmeos idênticos possuem digitais iguais. Por isso, quem não sabe escrever carimba o dedo no documento de identidade e a impressão digital funciona como sua assinatura.
   No século passado, Francis Galton foi quem usou pela primeira vez métodos científicos para comprovar que as digitais são únicas e mantêm o mesmo padrão para o resto da vida. Ainda classificou as linhas das pontas dos dedos que diferenciam cada indivíduo.


   No entanto, os portadores de síndrome de Nagali não têm impressão digital; os dedos, palma das mãos e planta dos pés são lisos. Outras doenças, como dermatite atópica, podem apagar parte das ondulações, mas não as destroem totalmente .
   A identificação está cada vez mais fácil com a tecnologia. Há catracas com leitor de impressão digital que só permitem o acesso a um local de quem está cadastrado para isso; daí, basta encostar o dedo no leitor. A urna biométrica, testada pela primeira vez no Brasil nas eleições de 2008, também identifica o eleitor assim.

 A IMPRESSÃO DIGITAL REVELA COMO A MÃE SE ALIMENTOU...



   
  Segundo a revista Geo, no decorrer do 3º mês de gestação, forma-se um dactilograma, um desenho de ranhuras na pele das polpas dos dedos das mãos e dos pés, que permanecerá imutável durante toda a vida. Uma teoria sugere que a forma dessas linhas não é determinada apenas pelos genes, mas também pelas condições nutricionais no ventre materno. Quando estas são ruins, as papilas (elevações da pele que formam as ranhuras) nos dedos do feto são muito pronunciadas e formam um desenho circular (1). Papilas medianamente elevadas geram linhas inclinadas (2), sinalizando uma boa alimentação, e com isso papilas pouco elevadas, produzem uma impressão de linhas em arco (3)

No reino animal...

    Os coalas, marsupiais do tamanho de uma boneca que trepam em árvores com bebês nas suas costas, tem impressões digitais que são quase idênticas às humanas. Porém, uma análise simples com um microscópio pode facilmente diferenciar as duas.
    Os parentes mais próximos dos humanos, como chimpanzés e gorilas, têm também impressões digitais. Mas a coisa mais fascinante sobre as do coala é que elas parecem ter evoluído independentemente dos outros animais. Na árvore da vida, os ancestrais dos primatas e dos coalas são separados por 70 milhões de anos. Os cientistas acreditam que a impressão digital do coala se desenvolveu muito mais recentemente na escala evolutiva, porque seus parentes mais próximos (como cangurus) não a possuem.
  O fato de que as impressões digitais de primatas e coalas evoluíram separadamente revela mais sobre o propósito anatômico da função. Os estilos de vida de ambos requerem muito o uso da mão para se segurar em árvores, tanto para comer, como para escalar. Parece que esses marcantes sulcos nos dedos se desenvolveram para auxiliar os animais a se agarrarem.
   No entanto, há mamíferos com características individuais. Cada zebra tem um tipo de listra, que as diferencia das demais. No caso do tigre, o que o identifica são as listras da cara; na onça-pintada, são as pintas negras no pelo, chamadas rosetas, porque lembram flores. A baleia franca tem verrugas no alto e laterais da cabeça que são diferentes em cada animal.



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