sexta-feira, 12 de outubro de 2012

Neuromarketing Infantil- Crianças nas compras e na mídia

     Pesquisa da Interscience, de 2006, diz que as crianças influenciam em 80% das compras da casa.



     Ao se deparar com a propaganda cada indivíduo expressa alguma reação, e como forma de descobrir novas maneiras de influenciar o público a comprar cada vez mais produtos, existe o neuromarkerting. 
     A proposta do mesmo é mapear o cérebro de uma pessoa exposta a um comercial de TV e perceber quais suas reações, para que assim, se possam pensar maneiras de atingir seu subconsciente e desenvolver propostas comerciais que criem o desejo da aquisição de determinado produto.
     Se tal proposta fosse voltada somente ao público adulto, poder-se-ia dizer que cabe a cada um o poder de decisão se necessita ou não da compra de determinado produto. O grande problema é que esta proposta também é voltada para as crianças, menores de 12 anos, as quais não possuem defesa para discernir o quanto estão sendo utilizadas nesta verdadeira lavagem cerebral.
    Interessados em repensar  esse processo, estudantes, professores, pesquisadores das mais diversas áreas, encontraram-se no II Seminário: Criança na Mídia, promovido pela Universidade Feevale - Novo Hamburgo, no dia 10/10/12.
      Inquietações tais como: “- Por que meu filho sempre me pede um brinquedo novo? Por que não consigo dizer não?” estão presentes em muitos lares das famílias brasileiras.
     Preocupada com a questão da criança na mídia, a professora Drª Saraí Schmidt desenvolve uma linha de pesquisa cujo foco principal é a relação entre consumo, infância e mídia, sendo que já foram analisados mais de 600 comerciais onde a criança se faz presente, e destes 56 foram encontrados em revistas categorizadas como informativas.
     Através deste mapeamento, pode-se perceber a criança sob dois olhares:
Nostálgica- aquela criança meiga, feliz, preconiza que a felicidade está ao alcance das mãos. Esse tipo de criança geralmente aparece em propagandas de comerciais bancários ou da indústria automobilística.
Erotizada- uma criança mais prepotente, “que dita as regras”. Aparece em comerciais de venda casada, compre tal produto e ganhe junto tal coisa...
    Em seu blog, intitulado: Mídia, Infância e Consumo, há uma grande chamada que nos arremete para a reflexão do assunto:
Você já parou para pensar... na quantidade de propagandas e notícias que utilizam a imagem da criança? São inúmeros outdoors, revistas, propagandas de TV dos mais variados produtos e empresas que optam por divulgar as suas marcas e suas ideias trazendo como protagonista a criança. Pensando nessas e em outras questões é que resolvemos criar este blog, com o objetivo de compartilhar informações, ideias e curiosidades surgidas na Pesquisa "A criança na mídia nossa de cada dia: um estudo sobre consumo, publicidade e cultura infantil".

Imagem: Mídia, Infância e Consumo

     Apesar de todo o desenvolvimento deste trabalho e de outros relacionados a este, o uso da imagem da criança tornou-se uso de moeda corrente na mídia, e esta está ensinando que somente os mais espertos, os mais rápidos serão vencedores. Portanto, nosso compromisso seja como professores, psicólogos, psicopedagogos, neuropsicopedagogos e demais profissionais que atuam com o público infantil, é de conscientização dos pais e crianças diante desta realidade. Não se trata de dizer que está tudo errado, mas sim de juntos fazermos análises e criar perspectivas de mudanças.


       Conforme, Prof. Dr Edgard Rebouças: a mídia está tão presente em nossa vida, mas não debatemos sobre ela.
     No Brasil contamos com o Instituto Alana, que é uma organização da sociedade civil, sem fins lucrativos que trabalha para encontrar caminhos transformadores que honrem a criança.
Mas o percurso ainda é logo, pois segundo o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), referentes ao censo de 2010, crianças de 0 a 14 anos representam mais de 45 milhões de brasileiros, quase 25% da população. E o instituto de pesquisa Euromonitor, coloca o Brasil na posição de segundo maior consumidor de produtos infantis destinados a pessoas de 0 a 10 anos. Com um público tão expressivo, não é difícil imaginar porque as empresas investem tanto nesse segmento. 





















Para conhecer o trabalho da Instituição Alana acesse http://alana.org.br/

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