domingo, 28 de outubro de 2012

Memórias da infância



Em pesquisa feita aos usuários do Facebook, pode-se constatar que a idade padrão de lembranças de nossa infância iniciam-se por volta dos 3 - 4 anos de idade. O que confirma a pesquisa relatada na postagem Pessoas esquecem da infância ainda crianças. 



Entretanto aqui se fez menção somente a um tipo de memória, mas conforme a psicanalista paulista Joanna Wilheim, autora de O que é Psicologia Pré-Natal,  em entrevista a Vasconcelos, o feto tem memória:


O feto tem memória? 

Sim, isso é um fato cientificamente comprovado por vários experimentos. Um deles consiste em que a mãe leia certa história para o feto nas últimas semanas da gravidez. Após o nascimento, fones de ouvido são colocados no bebê e são lidas duas histórias para ele: a que escutou quando estava no útero e outra desconhecida. Por meio de um aparelho de sucção, o recém-nascido pode “regular” qual das historinhas quer ouvir. Invariavelmente, ele “chama” a história conhecida. 

Se ele tem memória, por que não nos recordamos de nossa vida uterina? 

As inscrições das experiências e vivências pré-natais ficam registradas no inconsciente. O inconsciente não é acessível à nossa percepção. As experiências registradas podem se manifestar indiretamente. Elas podem aflorar quando algum fato da realidade atual “esbarrar” numa “cápsula” que contém uma memória de acontecimento registrado na vida pré-natal. O que aflora são, sobretudo, as sensações e emoções relacionadas com tal fato. 

O bebê é capaz de aprender ainda no ventre da mãe? 
Sem dúvida. A médica e psicanalista italiana Alessandra Piontelli, autora do livro De Feto a Criança (Imago Editora), relata o caso de uma menininha observada através de ultra-som desde o início da gravidez. A menina era um feto muito ativo. Movimentava-se bastante, brincava com a placenta e o cordão umbilical. Uma de suas brincadeiras era manipular com os dedinhos a placenta num movimento de querer descolá-la. Esta manipulação acabou provocando um forte sangramento. A mãe correu o risco de perder a bebê e foi colocada em repouso absoluto até o fim da gravidez. A menina passou a ficar absolutamente imóvel, enfiada em um canto do útero, até o fim da gravidez. Ela havia aprendido que a sua movimentação havia posto em risco a sua vida. 


     Entretanto, também cabe ressaltar que algumas memórias que temos, são através de fatos contados por nossos familiares que de tanto comentarem o ocorrido, acabamos criando essa imagem dentro de nós.
Imagem: http://eugeniopacelliteles.blogspot.com.br/2011/01/exame-de-ultrassonografia-obstetrica-3d.html
     Somos frutos de uma geração não tecnológica, pois se pensarmos bem as crianças da atualidade terão muito mais elementos para montar o enorme quebra-cabeça chamado vida. Para estas tudo está sendo registrado, desde o ventre materno, nascimento, fotos diárias e muito mais. Quando tiverem dúvidas se algo lhe aconteceu realmente só vão precisar recorrer aos artifícios tecnológicos. 

Fonte:
Vasconcelos, Yuri. A vida dentro do útero. Disponível em http://revistacrescer.globo.com/Revista/Crescer/0,,EMI7241-10448-4,00-A+VIDA+DENTRO+DO+UTERO.html

Nenhum comentário:

Postar um comentário