quinta-feira, 28 de junho de 2012

Macrocefalia e Microcefalia

Por Francieli Pires de Melo, Lilian Sandra Bartzen, Tatiele Reinheimer e Verônica Dalla Costa Flores



Tamanho Normal da Cabeça (Perímetro Cefálico)



O acompanhamento do crescimento do perímetro cefálico torna possível verificar se o desenvolvimento cerebral está adequado ou não, visto existir forte correlação entre crescimento do perímetro cefálico e desenvolvimento cerebral (JALDIN, 2011).

Valores da OMS (Organização Mundial de Saúde)
AO NASCER (Meninas 31 a 36 cm ; Meninos 31 a 37 cm )
1 ANO (Meninas 42 a 47 cm ; Meninos 43 a 48 cm)
2 ANOS (Meninas 44 a 50 cm ; Meninos 45 a 51 cm)
3 ANOS (Meninas 45 a 51 cm ; Meninos 46 a 52 cm)
4 ANOS (Meninas 46 a 52 cm ; Meninos 47 a 53 cm)
5 ANOS (Meninas 47 a 52 cm ; Meninos 47 a 53 cm

MICROCEFALIA
Definição :
Microcefalia é uma condição neurológica na qual a circunferência da cabeça é menor do que o normal.
Caracteriza-se quando o diâmetro cefálico está 2 ou mais desvios padrões abaixo da média. Pode decorrer de uma produção baixa de neurônios durante a embriogênese, que pode ou não estar associada a alterações estruturais. A microcefalia pode estar presente ao nascimento ou pode desenvolver-se nos primeiros anos de vida. 
Principais Causas Microcefalia Primária
É mais frequentemente causada por anormalidades genéticas que interferem no crescimento do córtex cerebral durante os primeiros meses do desenvolvimento fetal. Ela está associada com  síndromes cromossômicas e síndromes neurometabólicas.
Pode ocorrer a partir de uma herança autossômica recessiva,  raramente um gene autossômico dominante ou também por anormalidades cromossômicas.
 Ex: trissomia 13, trissomia 18, trissomia 21 e trissomia 22. 
Os bebês também podem nascer com microcefalia, se durante a gravidez , sua mãe:
Ficar exposta a produtos químicos perigosos.
Envenenamento por metilmercúrio.
Falta de vitaminas e nutrientes adequados na dieta.
Infecção por rubéola, varicela.
Abuso de  drogas e substâncias tóxicas.






 Principais causas Microcefalia Secundária

Perinatais: Este grupo está associado com doenças como a encefalopatia por falta de oxigênio ao nascer, hemorragia intracraniana e trauma obstétrico.
    Eles nascem com um perímetro cefálico normal e desenvolvem microcefalia nos primeiros 6 meses de vida.  Eles costumam mostrar sinais de problemas cerebrais e convulsões no período neonatal.  Neste caso existe uma combinação variável de microcefalia, sinais de paralisia cerebral, retardo mental e convulsões. 
Podem ser de origem infecciosa (depois de meningite ou encefalite), trauma (como consequência de traumatismo craniano grave), vascular (problemas de circulação do cérebro) ou após um quadro de asfixia, hemorragia, ou de doenças neurodegenerativas.









Epidemiologia
As estimativas de incidência de microcefalia ao nascimento variam de 1/6.250 casos a 1/8500 casos. É mais frequente em pessoas do sexo masculino. Também demonstra maior aparecimento em indivíduos da mesma família (consanguinidade em 10% dos casos). A microcefalia, geralmente está associada à população portadora de retardo mental. 
Diagnóstico
Tomografia Computadorizada (TC)
Imagem por Ressonância Magnética (IMR)
— Tais exames podem mostrar calcificações, malformações, ou padrões atróficos sugestivos de determinadas infecções congênitas ou síndromes genéticas. Radiografias simples do crânio podem mostrar suturas fechadas, porém tais exames têm pouco valor no diagnóstico e foram substituídos por exames radiológicos mais sensíveis e informativos.
— Deve-se oferecer aconselhamento genético a todo lactente com microcefalia significativa.
Tratamento
- Em geral, não há tratamento específico para microcefalia. O tratamento é sintomático e de suporte. É importante que as anomalias congênitas associadas sejam identificadas e ainda é de vital importância que se determine a causa específica desta desordem.



-  Realizando os seguintes procedimentos é possível melhorar a qualidade de vida dos pacientes: 
- Procedimentos fisioterapêuticos;
Medicamentos indicados para cada caso (ex: anticonvulsivante);
- Cuidados com patologias associadas;
- Dieta adequada;
- Aconselhamento genético aos pais.


MACROCEFALIA
Definição:
-Macrocefalia é uma alteração na qual a circunferência da cabeça é maior que a média correspondente à idade e o sexo do bebê (um perímetro cefálico mais de dois desvios-padrão acima da média);
-Ainda que uma forma de macrocefalia possa relacionar-se ao retardo mental, em aproximadamente a metade dos casos o desenvolvimento mental é normal.
Principais Causas:
-Genética - provavelmente determinada geneticamente, uma vez que geralmente ocorrem casos na mesma família;
-“Pseudomacrocefalia”, “pseudo-hidrocefalia”, “crescimento de recuperação” através de percentis;
-Hipertensão intracraniana com dilatação ventricular;
-Macrocefalia familiar benigna ;
-Megalencefalia (cérebro grande).
Epidemiologia:
Trata-se de uma patologia rara, mais frequente em pessoas do sexo masculino, com provável determinação genética, visto que podem ocorrer alguns casos em uma mesma família, caracterizando a macrocefalia benigna.
Diagnóstico:
-Tomografia Computadorizada (TC)
-Imagem por Ressonância Magnética (IMR)
-Ultrassonografia (se a fontanela anterior estiver aberta – é usada para definir qualquer causa estrutural da macrocefalia e identificar um distúrbio operável)
-Mesmo quando o distúrbio não é tratável (ou é benigno), as informações obtidas permitem diagnóstico e prognóstico mais precisos, orientam o tratamento e o aconselhamento genético e servem como base de comparação, caso um crescimento craniano anormal ou alterações neurológicas futuras exijam a repetição do exame. Um exame de imageamento é necessário se houver quaisquer sinais ou sintomas de hipertensão intracraniana.
Tratamento: O tratamento clínico, portanto, restringe-se a cuidados com as sequelas que se associam à patologia principal. A opção cirúrgica de tratamento, é a colocação de válvula de derivação quando há hidrocefalia.
REFERÊNCIAS
Manual Ilustrado de Pediatria / Tom Lissauer e Graham Clayden. Ano de 2009; 3ª Ed.
Diagnóstico e Tratamento em Pediatria / William W. Hay, Anthony R. Hayward, Myron J. Levin, Jessie R. Groothuis e Autores Associados; The Department of Pediatrics at the University of Colorado School of Medicine is afilliated with THE CHILDREN’S HOSPITAL OF DENVER, Colorado / Ano de 1997; 12ª Ed.
JALDIN, Maria da Graça M et al. Crescimento do perímetro cefálico nos primeiros seis meses em crianças em aleitamento materno exclusivo. Rev. paul. pediatr. [online]. 2011, vol.29, n.4, pp. 509-514. ISSN 0103-0582. http://dx.doi.org/10.1590/S0103-05822011000400007.


8 comentários:

  1. Ola, meu primo sofre de.. acho que é tireoide, ele toma carmazepina, mas ultimamente ele esta muito agressivo, bate na mãe, na avó e não quer mais ir a escola será que é, só isso mesmo ou ele sofre de alguma outra doença, acho muito estranho^

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  2. Tireoide ???????????????? Deve ser outra coisa !!!

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  3. Meu filho tem 2 anos e 9 meses e tem o perímetro cefálico com 53 cm,e essa medida corresponde à 1 ano a mais da idade dele pode ser macrocefalia?

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    1. Na duvida, não espere. Marque um neuropediatra. Vc mora em são Paulo? Posso indicar uma dra ótima que meu filho passa... Qualquer coisa me mande um email karenreginalves@gmail.com

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  4. Em dezembro de 2015 realizamos uma ressonância do cranio e foi constatado que meu filho que na epoca tinha 1 ano e 7 meses, tem hidrocefalia (acumulo de liquor nos ventríloquos). Todos nós temos ventríloquos entre o cérebro e o cranio, neles passam um liquor, e se há um acúmulo desse líquor, pode causar aumento no perímetro cefálico, e consequentemente o cérebro não consegue se desenvolver da maneira correta, que pode causar atraso no desenvolvimento, perda de visão, perda da fala, falta de equilíbrio, alteração na coordenação motora e dependendo da gravidade do acúmulo de liquor pode causar ate mesmo morte. Enfim... Ao notar que houve um crescimento do cranio um pouco maior do que o normal, e ele ainda não andava e tinha dificuldade de engatinhar, conversei com a pediatra que dizia que era normal pois ele era gordinho e poderia ser preguiça, nao esperei e optei por conta própria marcar consulta com neuropediatra onde ela solicitou ressonância, foi diagnosticado hidrocefalia e depois marcamos um neuro cirurgião, onde ele sugeriu a colocação da válvula para drenar o liquor do cranio que despreza no abdômen, que é ajustada da maneira correta para não haver acumulo de liquor, desta forma ele terá vida normal depois disso. Colocamos a válvula a três semanas e o desenvolvimento dele esta sendo normalizado, houve muitas mudanças na coordenação motora e muitas palavrinhas surgiram, acredito que com fisioterapia ele consiga ter mais firmeza nas pernas e andar sozinho sem medo, e fazer tudo que uma criança na idade dele deveria fazer normalmente. Algumas pessoas descobrem a hidrocefalia quando criança outras após anos, quando notam dores de cabeça constantes e muito fortes, desmaios, tonturas, falta de equilíbrio, perda de coordenação motora, perda da fala, perda de audição e visão repentinas...

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    1. Seu filho média quanto de cabeça quando foi descoberto? Estou muito preocupada com minha filha. Pois onde moro é difícil os exames. Já aguardo a mais de 6 meses

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  5. Tive uma gravidez gemelar a dois anos atrás o primeiro nasceu com o perímetro cefálico 34 já o segundo com o perímetro cefálico 32.
    Com 1ano de vida eles comecaram a ter crises corrussivas só q a do gemelar 2 e muito pior do que a do gemelar 1.
    Sera q ainda corre o risco da microcefalia?

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  6. Meu filho nasceu com 39 semanas e 2 dias. O perímetro encefálico é de 39,5 e o toraxico é de 37. Será que ele tem algum problema?

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